Cirurgia Pós-Bariátrica

Cirurgia Íntima
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Ginecomastia
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A seleção de candidatos à cirurgia bariátrica requer um mínimo de 5 anos de evolução da obesidade e ausência de sucesso no tratamento não-cirúrgico, está indicada nos obesos com IMC igual ou superior a 40 Kg/m2 e/ou obesos com IMC entre 35 e 39,9 Kg/m2 e doenças relacionadas.

O emagrecimento ocorre nos primeiros 12 meses, estabilizando-se nos primeiros 2 anos de pós-operatório. A excessiva flacidez cutânea após a perda acentuada de peso ocasiona dermatites nas dobras da pele, limitações funcionais, dificuldade de higiene e prejuízo na atividade sexual, ocasionando uma pobre qualidade de vida ao ex-obeso.

O aspecto psicológico deve ser verificado, pois o ex-obeso sofre de grandes conflitos pessoais com a não aceitação de sua imagem corporal. Além disso, a modificação da fisiologia digestiva pode ocasionar anemia crônica pela diminuição da absorção de ferro, nutrientes e vitaminas, levando a distúrbios de cicatrização e imunidade. Por estes motivos, as cirurgias plásticas devem ser realizadas em etapas, evitando grandes associações, com intervalo mínimo de 6 meses.

É consenso geral operar esses pacientes depois de 12 meses de peso estável, sempre evitando o período de emagrecimento. A espera visa permitir que o paciente, que acaba de sofrer um grande e rápido emagrecimento, consiga estabilizar seu metabolismo, seus hábitos alimentares e seu sistema imunológico, otimizar seu peso final e permitir a retração cutânea natural.

Os melhores candidatos as cirurgias do contorno corporal após perda ponderal são os com IMC de 25 a 30 Kg/m2. O abdome é o local de maior deformidade, visto que é a queixa principal para 90% dos pacientes.

As cirurgias de contorno corporal após grandes emagrecimentos ajudam na melhora da auto-estima e na reintegração destes pacientes no convívio social e profissional, dando-lhes melhor qualidade de vida.